Católicos dirigem apelo aos Bispos sobre a Sagrada Comunhão


Mais de cinco centenas de católicos portugueses, entre os quais alguns sacerdotes, dirigiram, no passado dia 23 de Maio, um apelo aos Bispos Portugueses solicitando a imediata revogação da proibição de os fiéis poderem receber a Sagrada Comunhão na boca, prevista no 27.º ponto das Orientações da Conferência Episcopal Portuguesa. 

No seguimento das Orientações da Conferência Episcopal Portuguesa para a celebração do Culto público católico no contexto da pandemia COVID-19, publicadas no passado dia 2 de Maio, um grupo de mais de quinhentos católicos, entre leigos e sacerdotes, dirigiu um apelo à Conferência Episcopal Portuguesa solicitando a imediata revogação do número 27 das referidas Orientações, que determina que «continua a não se ministrar a comunhão na boca», algo que atenta gravemente contra as normas da Igreja Católica e, por conseguinte, contra a reverência devida ao Santíssimo Sacramento.       

Os subscritores do Apelo começam por afirmar que tal decisão do episcopado causou «profunda mágoa e não pouca perplexidade» e que esta decisão não é nova, já que no início da pandemia se assistiu «a sacerdotes recusarem a Sagrada Comunhão a fiéis que, de forma lícita, pretendiam receber a Comunhão na boca, tal como prevê e permite a Santa Igreja e a sua lei universal, além de resultar de salutar reverência suscitada pela fé na presença real de Nosso Senhor nas sagradas espécies e pelo primeiro mandamento da Lei de Deus».            

O documento, que também foi enviado ao Núncio Apostólico em Portugal e à Congregação para o Culto Divino e a Disciplina dos Sacramentos, cujo Prefeito é o Cardeal Robert Sarah, frisa que «não é permitido, em circunstância alguma, negar-se a Sagrada Comunhão aos fiéis que a desejem receber na boca, nem mesmo em tempos de epidemia, à semelhança do que aconteceu com o H1N1, altura em que a referida Congregação para o Culto Divino o confirmou em resposta a múltiplas cartas que fiéis de todo o mundo lhe dirigiram». A directiva da Conferência Episcopal Portuguesa, caracterizada por uma aterradora falta de Fé na presença real de Jesus Cristo na Eucaristia, é também teologicamente e cientificamente infundada, tendo em conta os pareceres teológico e médicos que suportam o Apelo nacional.        

Até ao momento, não houve qualquer tipo de pronunciamento por parte da Conferência Episcopal Portuguesa, mas os subscritores do Apelo não deixarão de se bater para que o seu pedido seja atendido, admitindo a hipótese de um recurso para a Santa Sé. Até lá, continuam a aconselhar a que os fiéis católicos portugueses se recusem a comungar na mão, consciencializando as comunidades para o perigo que caracteriza tal prática, e a solicitar que seja comunicado à Congregação para o Culto Divino o nome dos bispos e dos sacerdotes que, a partir do dia 30 de Maio, eventualmente se venham a recusar a dar a Comunhão na boca aos fiéis que assim o desejarem, de modo a que sejam accionados os necessários procedimentos previstos pela Igreja, disciplinares ou de protecção dos direitos dos fiéis.                       

O Apelo aos Bispos Portugueses sobre a Sagrada Comunhão, bem como a lista de subscritores e toda a documentação, estão disponíveis em www.apeloaosbispos.online.